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Mensagens

Escolhe sentir

Gira o mundo com pressa E tu, aí, a ver o carrossel da vida rodar Ouves chamar para tomares o teu lugar Porém, continuas estático Não te moves porque isso implica embarcares no redemoinho de emoções a que queres fugir Esquivas-te porque sentir é coisa que não queres Preferes manter-te nessa redoma Porque é mais cómodo, mais seguro talvez Mas, infinitamente menos interessante É como se assistisse a um filme sem fazeres parte dele Sentes o apelo para te envolveres Porém, continuas na retranca Não de inibas, não te furtes a sentir Escolhe sentir

O sentido da vida

Olha para dentro de ti e procura o sentido que há-de dar nexo à tua vida Busca nas experiências vividas o enriquecimento que há-de ajudar-te a enfrentar o futuro Encara os dias que hão-de vir com a sabedoria de quem amadureceu defrontando ventos e marés Deixa-te embalar pela serenidade e confiança de quem nada teme Vive cada dia como se fosse especial e saboreia cada momento como uma dádiva Abre o teu coração e deixa que o brilho da tua alma ilumine os que te rodeiam Sorri, sorri sempre, mesmo perante as maiores adversidades, pois assim te tornarás mais forte

Tranquilidade

Convidas-me a ficar. Tenho mil e um afazeres à minha espera, mas ignoro o sentido da responsabilidade, num claro desafio ao dever. Deixo-me ficar. Invade-me uma deliciosa sensação de tranquilidade e esqueço tudo o resto. Tomo como uma dádiva estes momentos, em que me encontro em perfeita harmonia com a Natureza. Este post foi publicado em simultâneo neste blog e em h ttp://esposendeimagens.blogspot.com/ Texto – Alda Viana Fotografia – João Octávio Meira

Apetece voltar a ser criança

Apetece voltar a ser criança Tirar os sapatos e correr praia fora Soltar gritos de alegria a cada onda que nos beija os pés, uma, outra e ainda outra vez A areia a sumir-se debaixo dos pés, o mar a preparar nova investida e de novo as ondas ao nosso encontro Construir castelos na areia que o mar há-se derrubar quando a maré subir, escavar buracos na areia que hão-de voltar a encher-se Rebolar na areia, jogar à bola, correr livremente Apetece voltar a ser criança

Nada

Que dizer quando não há nada para dizer?

Determinação

Não quero o que tens para me dar, porque é muito pouco Não me bastam essas migalhas de atenção que me dispensas nos intervalos da tua outra vida, onde acredito que não és feliz, mas onde persistes em permanecer e de onde não te consigo desgarrar Não me bastam os momentos de intensa paixão partilhados num turbilhão de adrenalina, nem as palavras doces a prometer um futuro que sei que nunca vai ser nosso Quero, preciso, mereço mais Ainda que a dor de não te ter se assemelhe a uma lança a trespassar o meu coração, o meu amor-próprio há-de valer mais do que o pouco que tens para me dar

Por uma noite

Tocas no rosto enquanto o ar não sai Inspiro sem medo do acto que vem Envolvo os pés como mãos Do toque nasce a nossa ilusão Desenhas os risos de um novo medo Que o peito demonstra sem qualquer sossego Faz tempo que a culpa se foi Ficámos de pensar só depois Do erro. Já pouco nos resta fechar os olhos Escondemos actos sem qualquer receio ou angustia Que nos prende a vontade de sentir O corpo com prazer Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor Enquanto buscas o ar pela boca Passeias o teu cheiro no meu corpo Por entre os braços misturo tudo Após o prazer ficaremos mudos Sem saber Se é por uma noite Grito teu nome sem saber Como será o amanhã Foi um sonho real Por uma noite. Por Uma Noite - Klepht