O destino pregou-lhe uma partida e obrigou-a
a tomar em mãos uma vida antes partilhada. Viu partir-se a corda que a mantinha
ancorada a uma vida em tudo previsível, sentindo o chão fugir-lhe debaixo dos
pés. Primeiro, a negação. Depois, a resignação. Secou as lágrimas e deixou para
trás o passado, traçando um novo rumo para a sua vida. Descobriu forças que não
sabia possuir. Orienta as suas energias para objectivos concretos, com a
determinação de quem sabe como e para onde quer ir. Continua sozinha, mas o
estar só não é ser só.
Nem sempre razão e coração casam, mas fazem alianças. Nem sempre o amor cura, mas faz verdadeiros milagres. Nem sempre um abraço atenua a dor, mas imprime energia. Nem sempre falar resolve, mas alivia. Nem sempre são firmes os meus passos, mas regem-se pela verticalidade. Nem sempre são assertivas as minhas palavras, mas refletem a verdade de cada momento. Nem sempre sou o que esperam de mim, mas o que posso ser para os outros. Nem sempre dou tudo o que poderia, mas o que sou capaz de oferecer.

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