Procura sinais e não enxerga as
evidências mesmo diante dos seus olhos. Não olha além da superfície, por isso
não alcança as respostas. É como se uma espessa neblina formasse uma cortina
que a impossibilita de ver. Vive como se o tempo lhe fugisse por entre os
dedos, lamentando cada dia que passa sem encontrar o que anseia. Não lhe ocorre
sequer que a felicidade pode estar à porta, à espera de ser convidada a
fazer-lhe companhia.
Nem sempre razão e coração casam, mas fazem alianças. Nem sempre o amor cura, mas faz verdadeiros milagres. Nem sempre um abraço atenua a dor, mas imprime energia. Nem sempre falar resolve, mas alivia. Nem sempre são firmes os meus passos, mas regem-se pela verticalidade. Nem sempre são assertivas as minhas palavras, mas refletem a verdade de cada momento. Nem sempre sou o que esperam de mim, mas o que posso ser para os outros. Nem sempre dou tudo o que poderia, mas o que sou capaz de oferecer.

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