Não se
esfumam no tempo as recordações, muito menos deixam de estar presentes porque
os dias avançam no calendário e as horas repetem ciclos no relógio. Não é o
tempo que determina a intensidade ou a força dos sentimentos. Se assim fosse
perder-se-iam na espuma dos dias momentos de imensa ternura, histórias de intensa
paixão e de amores desmedidos. Fechar os olhos e deixar as memórias emergir pode ser a maior prova de amor.
Nem sempre razão e coração casam, mas fazem alianças. Nem sempre o amor cura, mas faz verdadeiros milagres. Nem sempre um abraço atenua a dor, mas imprime energia. Nem sempre falar resolve, mas alivia. Nem sempre são firmes os meus passos, mas regem-se pela verticalidade. Nem sempre são assertivas as minhas palavras, mas refletem a verdade de cada momento. Nem sempre sou o que esperam de mim, mas o que posso ser para os outros. Nem sempre dou tudo o que poderia, mas o que sou capaz de oferecer.

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