É com o
olhar que te falo quando preciso do teu abraço ou quando necessito estar só por
sentir que dois são uma multidão. O meu olhar é o braille que aprendeste a ler
sem precisares sentir o relevo nas pontas dos dedos. Sabes quando preciso do
amigo ou do amante, quando ficar ou partir. De nada
valem as palavras se não fores capaz de ler no meu olhar o que me vai no íntimo.
Nem sempre razão e coração casam, mas fazem alianças. Nem sempre o amor cura, mas faz verdadeiros milagres. Nem sempre um abraço atenua a dor, mas imprime energia. Nem sempre falar resolve, mas alivia. Nem sempre são firmes os meus passos, mas regem-se pela verticalidade. Nem sempre são assertivas as minhas palavras, mas refletem a verdade de cada momento. Nem sempre sou o que esperam de mim, mas o que posso ser para os outros. Nem sempre dou tudo o que poderia, mas o que sou capaz de oferecer.

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