Foi fugaz,
porém tão forte e intenso. Apanhou-nos de surpresa, enredou-nos na sua teia.
Amarrou-nos em laços, prendendo-nos sem que disso déssemos conta. Lançou-nos
num redemoinho, elevou-nos ao mais alto dos céus. Caminhamos sem sentir o chão,
tocamos estrelas, agarramos a lua, beijamos o sol. Não o tivesse vivido e diria
que foi um sonho.
Há dias maus e há dias muito maus. E depois há os outros, os verdadeiramente muito maus, a que, caso tivéssemos escolha, nos furtaríamos. São um verdadeiro murro no estômago, que nos atiram “borda fora”, que nos roubam o chão. Que fazem doer. Porém, há os dias bons e os dias muito bons. E depois há os dias excecionalmente esplêndidos. Verdadeiramente felizes. Energia positiva que alimenta o corpo e a alma. Que aquece o coração. Ambos, os dias bons e os dias maus, deixam marca, acentuada ou mais ténue. São memórias que carregamos, e que, a espaços, regressam, ainda que não as convoquemos. São memorandos, páginas de um livro que se vai avolumando de uma história cujo desfecho desconhecemos.

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