Parecem sinais. Surgem do nada, como o sol a romper sob as nuvens num dia de tempestade. Uma frase, o título de um livro, uma canção, um gesto... pequenas coisas que despertam os teus sentidos, que te obrigam a pôr em questão, a olhar para dentro e também mais além. São sinais se deixares que tragam consigo a mudança. A brisa fresca num dia de verão, o agasalho numa noite fria, o abraço de conforto num dia mau, o sorriso que vem de dentro e se reflete no olhar... Sinais ou evidências ou tão somente o clique para a mudança, para o caminho que será sempre uma incerteza enquanto não se empreender a caminhada.
Nem sempre razão e coração casam, mas fazem alianças. Nem sempre o amor cura, mas faz verdadeiros milagres. Nem sempre um abraço atenua a dor, mas imprime energia. Nem sempre falar resolve, mas alivia. Nem sempre são firmes os meus passos, mas regem-se pela verticalidade. Nem sempre são assertivas as minhas palavras, mas refletem a verdade de cada momento. Nem sempre sou o que esperam de mim, mas o que posso ser para os outros. Nem sempre dou tudo o que poderia, mas o que sou capaz de oferecer.

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