colheitade69
Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Teus olhos
Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
Pode a tua ausência doer tanto?

Pensar faz doer, reagir afigura-se como um esforço titânico, por isso deixo-me ficar, alheia ao mundo que me rodeia. Não tenho agora o discernimento de outrora, não alcanço já essa réstia de esperança que me mantinha à tona e deixo-me agora submergir por essa onda negativa, sem forças para resistir. Sei que lá fora há vida, mas os meus pés recusam-se a dar um só passo que seja. Sinto o meu corpo pesado, incapaz de erguer-se. Olho-me ao espelho e não reconheço a imagem que ele me devolve. O olhar sem brilho, as linhas do rosto sem qualquer expressão. O barulho da rua traz-me à realidade, arrancando-me do estado de letargia onde vegeto. Abre-se a porta e a luz do dia cega-me, impedindo-me de te ver. Dou conta que voltaste quando me sinto envolvida em teus braços. Pode a tua ausência doer tanto?
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
Lugares...

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
Asa Livre
Como um pássaro que vai
Como a noite quando cai
E que a despedida
Abre as asas e vai
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
lugares

Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
Alma
Ela chegou de mansinho como tantas outras vezesContudo, desta vez veio envolvida de sedução e encanto
Senti-o quando despertou em mim uma deliciosa sensação
Envolveu-me e por ali ficamos, muito quietos, com receio de estragar a magia do momento
Terão passado minutos ou horas, não sei
Regressei à realidade quando me fez estremecer soprando-me ao ouvido que lhe pertencia
Foi então que percebi que a noite tem alma
Texto: Alda Viana
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
De ontem e de hoje...
Dançam as sombras das árvores no chão
Latem os cães ao som do assobio do homem dos guarda-chuvas
Ouve-se ao longe o pregão da peixeira
Corre apressada a Maria nas lides diárias
Os sinos da Igreja a marcarem o passo da aldeia
O cheiro do pão quente
O mar imenso que enche o olhar
O rio e os seus recantos cheios de encanto
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
A beleza das coisas simples
Uma noite quente, Outono dentro
As águas do rio num suave ondular
As embarcações solitárias a partilharem cumplicidades
Além as luzes a alumiarem outras vidas
A brisa que sopra levemente
O silêncio que se ouve
A paz que se respira
A beleza das coisas simples
Fotografia: João Octávio Meira
Texto: Alda Viana
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
Mar...
Fotografia: João Octávio Meira
Texto: Alda Viana
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