quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

lugares


não sei dizer porquê. o que me leva a vir aqui. tantas vezes que já lhes perdi a conta. parece até que o meu corpo tem vontade própria. quando dou por mim já cá estou. no estio, a sentir o sol quente na pele, o vento nos cabelos e o murmúrio do mar a embalar-me. na invernia, o corpo a resistir às agruras do tempo, ao vento forte, à chuva, por vezes impiedosa, como que a querer afugentar-me. mas fico. fico até me sentir em paz. chego até a exprimir em voz alta o que me vai no íntimo, como se a natureza fosse gente e pudesse ouvir-me ou até aconselhar-me, ainda que seja somente um monólogo. no fundo, sinto que sou ouvida e até compreendida. por isso regresso. regresso sempre.

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