Procura sinais e não enxerga as
evidências mesmo diante dos seus olhos. Não olha além da superfície, por isso
não alcança as respostas. É como se uma espessa neblina formasse uma cortina
que a impossibilita de ver. Vive como se o tempo lhe fugisse por entre os
dedos, lamentando cada dia que passa sem encontrar o que anseia. Não lhe ocorre
sequer que a felicidade pode estar à porta, à espera de ser convidada a
fazer-lhe companhia.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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