Não se
esfumam no tempo as recordações, muito menos deixam de estar presentes porque
os dias avançam no calendário e as horas repetem ciclos no relógio. Não é o
tempo que determina a intensidade ou a força dos sentimentos. Se assim fosse
perder-se-iam na espuma dos dias momentos de imensa ternura, histórias de intensa
paixão e de amores desmedidos. Fechar os olhos e deixar as memórias emergir pode ser a maior prova de amor.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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