Só preciso
de um abraço, nada mais do que um abraço. Um abraço apertado, que me prenda
para que eu não corra rua fora a gritar. De raiva, de revolta, de fúria,
sentindo-me vítima de uma tremenda injustiça. Perguntando e voltando a
perguntar “porquê?”. Não há uma resposta que conforte, que acalme esta dor.
Sei-o bem. Tu também o sabes. Porque a viveste ou porque conviveste com ela. Só
preciso de um abraço, um abraço bem apertado, para sentir que não estou só.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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