quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Princesa

A gargalhada, espontânea e escandalosamente sonora, ecoou na noite, quebrando o silêncio da rua. Obrigaram-se a engolir o riso, em respeito para com os que, nos seus aconchegos, retemperavam energias de mais um dia de trabalho. Caminhavam abraçados, muito juntos, tremendamente cúmplices. Sempre fora assim, desde o momento em que os seus caminhos se cruzaram. Como se estivessem destinados um ao outro, almas gémeas que, por fim, se encontram. O destino unira-os e não os iria separar. Selou um beijo no seu rosto e chamou-lhe princesa.


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