Trazes
no olhar os dias e as noites em que a minha ausência te doeu. Carregas a
saudade dos abraços onde encontravas a bonança. Vives uma vida que não é tua
ainda que te pertença. Permaneces no passado mesmo a viver o presente. Sei que
vivo em ti. Sei que sim. Sei que por mais dias, meses, anos que passem se
avivam as recordações ao invés de se diluírem. Seguiste o teu caminho, porém
levaste-me contigo.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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