É com o
olhar que te falo quando preciso do teu abraço ou quando necessito estar só por
sentir que dois são uma multidão. O meu olhar é o braille que aprendeste a ler
sem precisares sentir o relevo nas pontas dos dedos. Sabes quando preciso do
amigo ou do amante, quando ficar ou partir. De nada
valem as palavras se não fores capaz de ler no meu olhar o que me vai no íntimo.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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