Não julgues
que estou diferente. Não te deixes enganar pelas aparências. Só o tempo seguiu
em frente. Arrastou-me com ele, é certo, como o espelho me lembra de cada vez
que nos cruzamos, porém eu continuo lá. Nesse tempo que eu pensava ser nosso,
mas que era, que é, afinal, só meu, porque é só que me encontro.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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