E, de repente, colocar tudo em causa. Interrogações que se atropelam. Perguntas a exigir respostas. A sombra que ofusca a claridade. A dúvida que se agiganta. O medo a ganhar espaço. A dor que aperta no peito. A melodia que se tornou ruído. O sorriso que se apaga. E, de repente, perder o controlo. A incapacidade de dominar a mente. O mergulho no escuro. A vontade de acabar com o sofrimento. E, de repente, a libertação.
Quando o silêncio é tão estrondosamente ruidoso retumba no peito e agita a mente. Não se ouve, contudo, grita. É avassalador. Assume o poder das mais duras palavras, é eco de uma multidão. É poderoso, porque domina, torna refém. Não permite refúgios nem evasões. É inteiro, porquanto preenche, toma todas as dimensões. Mil vezes os gritos. Tal silêncio não traz serenidade nem acalma. Mata.
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