segunda-feira, 29 de março de 2010

Noite


Deixei de gostar da noite na noite em que partiste. Quando ela chega, por vezes dissimulada e abruptamente tantas outras, a pedir intimidade, cresce a angústia em mim. Continuo a não saber lidar com os sentimentos e as emoções que me assaltam a cada fim de dia. A noite parece ainda mais escura, mais fria e infinitamente mais longa do que nunca.
Pergunto-me se algum dia vou reaprender a gostar da noite e, lamentavelmente, a resposta parece-me demasiado óbvia. O fantasma da tua partida continua a pairar por aí, em cada lugar que já foi nosso, e a assombrar a minha (sobre)vivência.

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