quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ruas desertas


Gosto de ruas desertas, despidas do rebuliço e da confusão. Sabe bem caminhar ao acaso, sem pressa, por esses lugares onde vidas se cruzam, na azáfama de querer correr mais do que o próprio tempo. Por essas ruas passam almas sofridas e corações transbordando de alegria e de paixão, gente humilde e gente que se acha muito importante.
Gosto da quietude das ruas desertas, dessa ausência de pessoas e de sons, de me perder por esses caminhos na aventura da descoberta. A cada esquina vislumbram-se novos cenários, de um passado que outrora foi presente. As ruas não são apenas locais de passagem, são espaços que guardam memórias de vidas passadas, histórias de gente sem história e de gente que fez história. Sabe bem invadir ruas desertas.

2 comentários:

  1. Suspeito?! Talvez, mas adoro os teus textos a forma como escreves, como transmites sentimentos de tudo e de nada.
    Para mim, fazem sentido …

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  2. Concordo totalmente com o Sr Octávio Meira!
    Ontem estive em Esposende e deparei-me com os seus textos fantasticos! Não resisti a pesquisar mais na internet e eis k estou aqui. Muitos parabéns! Adoro a forma como escreve!

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